sexta-feira, 13 de março de 2009

TV VIA SATÉLITE DA TELEFÔNICA É ALVO DE PIRATAS VIRTUAIS
16/12/2008
Inaugurada no ano passado, a Telefônica TV Digital --transmitida via satélite, com 280 mil assinantes no Estado de São Paulo-- é alvo de piratas. Os códigos que liberam o acesso aos canais pagos foram decifrados por hackers.
A empresa soube da ação dos hackers há seis meses, mas vinha tratando o problema em sigilo. Há cerca de três semanas, a informação chegou à ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) e ao Seta (Sindicato das Empresas de TV por Assinatura).
O serviço de TV por satélite da Telefônica é protegido pelo sistema de criptografia (codificação de sinais) Nagra 2, desenvolvido pela empresa Nagravision, da Suíça. Os hackers violaram o Nagra 2 e, em conseqüência, os canais distribuídos pela Telefônica puderam ser acessados gratuitamente.
O diretor do serviço da Telefônica para a América Latina, Pedro Luis Planas, disse à Folha que a empresa e a Nagravision já conseguiram dificultar a ação dos piratas, mas esperam ter uma solução definitiva para o problema em um mês.
Ele poderia ser solucionado com a troca dos cartões inteligentes --que contêm a senha para acesso aos canais pelo satélite-- existentes dentro dos receptores, nas casas dos assinantes. Mas a empresa avalia que o problema ainda é pequeno e está sob seu controle e decidiu esperar que a Nagravision chegue a um software que feche a porta para os hackers.
Os canais são captados gratuitamente pelo receptor Azbox, de fabricação supostamente coreana, lançado recentemente. O equipamento tem alta capacidade de processamento e memória e foi projetado para receber os canais abertos de televisão disponíveis nos satélites. Os hackers divulgam pela internet os códigos de acesso aos canais pagos, que estão no satélite Amazonas. Os dados são transferidos para o receptor por pen drive.
A equipe antipirataria da Telefônica descobriu o problema por acaso. A Nagravision não informou a empresa sobre a violação, porque contava em solucionar o problema rapidamente, o que não aconteceu. Segundo Planas, o código de acesso aos canais está sendo trocado uma vez por semana, para dificultar a ação dos piratas. Nas primeiras mudanças, os novos códigos eram decifrados pelos hackers em poucas horas. Na semana passada, precisaram de dois dias.
A Telefônica calcula que a proporção de acesso pirata em sua base de assinantes seja ainda pequena. Ela tem rastreado a importação dos receptores na América Latina e concluiu que 10 mil caixas da marca Azbox entraram no Brasil por intermédio do Uruguai.
Venda
A reportagem da Folha conversou com vendedores nas cidades de Santos e de Barretos, ambas no Estado de São Paulo. Os receptores são oferecidos a partir de R$ 500, com promessa de entrega pelos Correios.
A quebra dos códigos afetou todas as operadoras de TV via satélite usuárias do sistema Nagra, e não só a Telefônica. Entre as afetadas, está a segunda maior operadora de TV via satélite dos EUA, a Echostar.
A DirecTV (atual Sky) teve seu sistema de codificação, conhecido pela sigla NDS, concorrente do Nagra, violado por piratas em 2000. Na época ela trocou os cartões inteligentes de todos os assinantes.
Alguns operadores temem que a Justiça considere o receptor desbloqueado como inovação tecnológica, e não como produto pirata. A ilegalidade estaria na ação dos hackers e no uso indevido do receptor.
Para o advogado Marcos Bitelli, que assessora programadores estrangeiros, não há dúvida de que tanto fabricantes quanto usuários podem ser processados por pirataria.
No pacote de programação da TV Telefônica Digital há canais de televisão abertos, e a lei brasileira do direito autoral protege as emissões dos radiodifusores. Também o Código Brasileiro de Telecomunicações, segundo Bitelli, qualifica como crime a interceptação de sinais de telecomunicações, o que abrange os sinais de transmissão da TV paga.
O diretor da Globosat, Alberto Pecegueiro, disse confiar em que a Telefônica e a Nagravision encontrem um antídoto. "Para cada gênio que desenvolve um sistema de segurança, há outro que descobre um meio de quebrá-lo. O importante é as operadoras reagirem logo."


Fonte: Folha
http://www.telefonica.com.br/residencial
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